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Agenda

Presença, Movimento e Encontros no Acervo Vivo

A arte e a mentoria ganham sua força máxima no momento do encontro. Nesta agenda, compartilho os marcos da minha circulação atual: das exposições audiovisuais e performances às imersões de Inteligência Criativa, lançamentos editoriais, os bastidores da minha criação como artista e muito mais. 

Este é o mapa da minha atuação presente. Convido você a habitar estes espaços de troca, onde o conceito se materializa em experiência e a transfiguração da realidade acontece diante dos olhos. Acompanhe as próximas datas e participe desta construção coletiva.

Mostra Audiovisual e Performativa Corpo Passagem: Memória Transfigurada nas obras de Silvana Leal

A Celebração de uma Trajetória

​O Ateliê Casa das Ideias, em parceria com o Instituto Oca Brasil, apresenta a mostra "Corpo Passagem: Memória Transfigurada nas Obras de Silvana Leal". O evento marca os 32 anos de trajetória da artista, reunindo um acervo audiovisual, na qual a performance é a força motriz de toda a construção visual. A mostra inicia no dia 18 e estende-se até o dia 25, sempre das 19h às 21h, na Casa da Cultura Instituto Oca Brasil, em Alto Paraíso de Goiás.  As exibições dos filmes vêm acompanhadas de um bate-papo com a artista sobre os processos criativos que envolvem sua produção, bem como os temas e conceitos que sustentam as obras.

 

O Gesto como Matéria-Prima

Neste conjunto de obras, o audiovisual habita o corpo como território inventivo. Silvana Leal utiliza a câmera como o suporte que retém a ação performática, transmutando a efemeridade do gesto em rastro visual permanente. A mostra percorre o documentário, a videoarte, a ficção e os videoclipes, revelando uma produção que trata o vídeo como um território de transfiguração. O conceito de "Corpo Passagem" se materializa na tela: a pele vira luz e a memória que se torna imagem plástica. Aqui, o vídeo é a própria síntese da performance; espaço contínuo de investigação e expansão existencial.

​Eixos da Imersão​

  • A Força do Hibridismo: A mostra revela o amadurecimento de uma linguagem que dissolve as fronteiras entre as artes visuais e a imagem em movimento, centrada na investigação do "eu" e do "outro".

  • Eco na Paisagem: Em Alto Paraíso, a produção de Silvana encontra um diálogo natural com a força telúrica da Chapada, unindo a introspecção das obras à potência do território.

  • Mentoria e Desdobramentos: A exposição expande o olhar para o papel de Silvana como mentora criativa, incluindo obras de seus mentorados. Essa seção evidencia seu método de pesquisa e sua função como catalisadora de novas poéticas no cenário nacional.

  • Lastro e Continuidade: Este retorno ao Instituto Oca Brasil consolida uma parceria histórica. Após residências, lançamentos de livros e exposições anteriores (2002, 2017 e 2022), a mostra atual celebra o encontro entre o acervo da artista e a maturidade da instituição.

 

A Mostra Audiovisual "Corpo Passagem Memória Transfigurada" é um convite para observar o tempo e a memória através do prisma da experimentação visual. Um evento que reafirma a posição de Silvana Leal como uma voz fundamental na arte multimeios brasileira.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA DA MOSTRA

A mostra será realizada ao longo de seis dias, com uma programação temática que visa aprofundar a experiência do público na vasta produção audiovisual de Silvana Leal, percorrendo os hibridismos de gêneros que compõem sua obra.

18/04 | Documentário Ficcional

  • Exibição: "Miragem do Porto" (2017), de Silvana Leal e Loli Menezes.

  • Horário: Início às 19h.

  • Bate-papo: Processos de pesquisa, roteiro e direção: as inspirações por trás da narrativa.

 

19/04 | Videoarte e Videoinstalação

  • Exibição: Imersão no universo da videoarte com trechos da série "Bruxólicas" (2019/2020) e as videoinstalações da série "Molusco Habitante": "O sonho e o pesadelo de cada um"(2018), "Efêmero" (2018), "Molusco Habitante" (2012), "Cubo de Gestação" (2012) e "O nascimento de vários seres" (2012).

  • Tema da conversa: Da videoarte para a videoinstalação — como criar obras audiovisuais que se tornam obras plásticas.

 

20/04 | Videoperformance

  • Exibição: "A Raposa e o Coelho" (2023), Silvana Leal e Lincoln Silva; "Do Ocre aos Azuis"(2019), Silvana Leal e Antônio Augusto Bueno, "A Procura de Si"(2017), Silvana Leal e Rogério de Barros e “Alguém Sonha” (2013).

  • Tema da conversa: O corpo como suporte, o uso da performance na construção narrativa e a experimentação como dispositivo estético nas artes visuais.

 

23/04 | Videoarte e Mentoria

  • Exibição: Janelas(2021), de Débora Campos "Walk.in.art" (2019), de João Paulo Barbosa e “Eu Vejo Dança”, de Isadora Verly. Filmes realizados em Residência Artísticas, mentorados e dirigidos por Silvana Leal.

  • Tema da conversa: A criação artística como ferramenta de autoconhecimento e a mentoria como processo de construção estratégica de carreira.

 

24/04 | Videoclipes e Estética Musical

  • Exibição: Cinco videoclipes do álbum "Pássaro Preso": "Segue o Corpo" (2022), "Sou a Poesia" (2022), "Espaçamento Lírico do Eu Profano" (2021), "Morrer pela Boca" (2021) e "Pássaro Preso" (2021).

  • Tema da conversa: A construção de figurinos e personagens para o videoclipe: a relação entre música, poesia e visualidade.

 

25/04 | Encerramento e Lançamento Literário

  • Lançamento: Livro "Todocorpo", de Silvana Leal. Obra de ficção que teve a Chapada dos Veadeiros como um de seus cenários em 2006.

  • Conversa com a Artista: Onirografia e o processo criativo: o corpo enquanto instância afetiva e o corpo do Universo enquanto instância maior.

📍 Onde: Casa da Cultura Instituto Oca Brasil, Alto Paraíso de Goiás, GO. Endereço Rua Ary Valadão Filho, QD 01 LT 07.

🗓️ Quando: 18 a 25 de abril de 2026

✨ Entrada Franca

Os bastidores do meu processo criativo

"Meu trabalho artístico é feito de diversas camadas. São linguagens e técnicas que se sobrepõem, onde gosto de construir cada microcosmo até compor um universo complexo, habitado por novos seres.

Hoje, com a inteligência artificial, tudo beira uma perfeição extrema. É um desafio criar figurinos que se igualem à especularização das IAs... mas, dentro das possibilidades das nossas próprias mãos e mentes, eu ainda escolho criar pelo ato. Pelo desejo de estabelecer uma conexão profunda com o material humano — aquele que tem forma, peso e força afetiva.

Parto do conceito para a construção das vestes e, então, para o movimento dos corpos no espaço. O objetivo? Criar um desenho que conte uma história real e, ao mesmo tempo, onírica. O sonho aqui é um recurso de resistência em uma sociedade cada dia mais controladora.

O que vocês veem na imagem ao lado é o making of dos novos trabalhos para minha próxima exposição. Mostro apenas um fragmento, pois gosto de preservar o 'segredo da obra'. Aos poucos, vou revelando mais.

Por enquanto, o que posso dizer é que estamos experimentando o corpo e como ele desenha no espaço. Este trabalho conta com a consultoria de movimento e performance de Abiel. Juntos, estamos dando corpo e voz a esses seres que surgem do meu repertório imaginativo.

Que tal vocês desejam acompanhar a jornada de criação desses novos personagens?"

A obra da série Todocorpo de Silvana Leal pertencente a coleção Masc está em exibição na mostra “Territórios [Im]permanentes – Acervo MASC”.  

Capa do livro a Dama de Vermelho e o Homem Nu, selo editorial Ateliê Casa das Ideias e editora Caseira
Silvana Leal em frente a obra todocorpo na exposição Território Impermanentes no MASC 2025

Silvana Leal ao lado da obra Todocorpo na noite de abertura da mostra. Foto: Márcio Henrique Martins

O Museu de Arte de Santa Catarina (MASC) acaba de inaugurar a exposição de longa duração “Territórios [Im]permanentes – Acervo MASC”, o público confere aproximadamente 60 obras da coleção do Museu. A obra da série Todocorpo de Silvana Leal que participa da mostra  faz parte da coleção do Museu desde 2012. Todocorpo foi uma exposição apresentada no MASC em 2006 com mostra individual da artista e também em Brasília no evento Foto Arte – Brasília Capital da Fotografia no Espaço Cultural TurinG do Brasil e depois a exposição seguiu para o Espaço Cultural Renato Russo – Galeria Rubens Valentim.

Com curadoria da arte-educadora Maria Helena Rosa Barbosa e conservador-restaurador Alvaro Henrique Fieri, a mostra propõe uma reflexão sobre as condições ideais e reais do museu no seu compromisso de expor sua coleção e realizar outras ações para seus diferentes públicos. Atualmente o MASC conta com uma coleção de quase duas mil obras. Assim, o recorte curatorial apresenta parte da coleção do “Núcleo Inicial” em diálogo com algumas “Doações e Aquisições” da produção artística emergente a partir de 2009. Estabelece, também, inter-relação com a produção artística moderna e contemporânea para além dos territórios institucionalizados e simbólicos da arte: as condições existenciais e de impermanência da vida, as relações de afetividade, as questões socioculturais e ambientais de ordem climática que atingem o museu de arte, tanto no seu espaço físico quanto simbólico, os indivíduos e toda a humanidade no tempo presente e futuro.

A mostra apresenta, entre outros trabalhos que compõem a coleção do Núcleo Inicial, obras de artistas como Athos Bulcão, Djanira, Burle Marx, Iberê Camargo, Emílio Pettoruti,  Bruno Giorgi, Jan Zach, Pancetti, Volpi, José Maria Dias da  Cruz, Aldemir Martins, Santa Rosa, Noemia Mourão, Lucia Suanê, José Silveira D’Ávila.  Das aquisições e doações a partir de 2009, trabalhos dos seguintes artistas: Jayro Schmidt, Ronaldo Linhares, Doraci Girrulat, Carlos Asp, Nara Milioli, Paulo Greuel,  Janor Vasconcelos, Diego de Los Campos, Silvana Leal, Clara Fernandes, Yiftah Peled, Guita Soifer,  Sergio Adriano H. , Amanda Melo,  Noara Quintana,  Cildo Meireles, Ernesto Neto,  Regina Silveira, Jorge Menna Barreto, Albano Afonso e Sandra Cinto.

Serviço

O quê: Exposição  de longa duração  “Territórios [Im]permanentes – Acervo MASC”  

Curadoria: Maria Helena Rosa Barbosa e Alvaro Henrique Fieri 

Abertura: 15 de abril de 2025, às 19h

Visitação: até  19 de abril de 2026 . De terça-feira a domingo, das 10h às 21h.

Local: Museu de Arte de Santa Catarina (MASC) - No Centro Integrado de Cultura (CIC)

Av. Governador Irineu Bornhausen, 5600 - Agronômica – Florianópolis (SC)

Entrada gratuita

Classificação: livre

 

Flayer de divulgação da exposição Território Impermanentes no MASC 2025

Dia 03 de dezembro inaugura a Exposição Alinhavos da artista multimeios  Silvana Leal, na Galeria da Casa da Cultura Dide Brandão, em Itajaí - SC.  

Performance Fios de Afeto, obra de Silvana Leal realizada em Itajai,  2013

 

 

No dia 03 de dezembro abre a Exposição Alinhavos da artista itajaiense  Silvana Leal, na Galeria Silvestre João de Souza Júnior, na Casa da Cultura Dide Brandão, em Itajaí. A mostra foi contemplada pelo Edital de Ocupação das Galerias da Casa da Cultura Dide Brandão 2022.

 

Alinhavos tem como conceito alinhavar linhas contínuas de ações e elementos plásticos que surgem de materiais e repertórios emocionais diversos; expressos e impressos entre o espaço urbano, a natureza e o espaço expositivo. São obras plásticas, visuais, performáticas, utilizando as linhas como base de material compositivo. A linha como investigação na construção de formas e ações inusitadas. São manifestações estéticas e políticas que buscam o questionamento de diversos temas atuais. As linhas são o fio condutor da mostra, sejam elas bidimensionais ou tridimensionais e contam ainda com variadas técnicas, como: gravura, fotografia, instalação, objetos e videoarte. A ideia é mostrar que o desenho pode acontecer em diversos suportes.

 

Esta exposição é um recorte da mostra Alinhavos:  A obra é o tempo de uma vida, exibida no Museu da Imagem e do Som - SC em 2018, com curadoria de Rosângela Cherem, Maryela Sobrinho, Viviane Baschirotto. Em 2022, parte da mostra foi exibida na Casa da Cultura Instituto Oca Brasil, em Alto Paraíso de Goiás – GO. Nesta versão da mostra Alinhavos, o público itajaiense vai poder conferir a obra videográfica Alguém Sonha, realizada a partir da intervenção urbana que contou com a performance coletiva de diversas companhia de teatro da cidade. Esta obra foi concebida e dirigida pela artista Silvana Leal durante sua participação no 13º Salão Nacional de Artes Visuais de Itajaí. A mostra conta ainda com o lançamento do livro A Dama de Vermelho e o Homem Nu – e as dozes sinapses do amor, oitavo livro publicado na carreira da artista.

A mostra pretende, portanto, alinhavar linhas de diversas naturezas: restaurar formas conhecidas, desdobrá-las recriando-as. Segundo Silvana: “Afetos são linhas condutoras da ação essencialmente humana. As linhas aqui desenhadas são sentidas como signos; o afeto uma linha invisível que liga as pessoas. A proposta é conduzir o público por estes fios que, armados, desenham um espaço imaginário aberto ao outro, compondo uma rede rizomática em torno da arte. Provocar um desvio do olhar em busca de afetos, em tempos tão adversos, onde o papel da arte é o de questionar: Em que linha de pensamento se encontra a verdadeira arte, presa em uma galeria? A arte querendo encontrar o seu lugar, o seu público em um Outro espaço: a rua, a intimidade, o outro”.

 

O que: Exposição Alinhavos, de Silvana Leal e lançamento do livro A Dama de Vermelho e o Homem Nu

Quando: Abertura dia 03 de dezembro de 2024, às 19h

Visitação: de 04/12 à 21/12, de terça a sexta, das 09h às 19h e sábados das 09h às 13h.

Onde: Casa de Cultura Dide Brandão, Rua Hercílio Luz, 655. Centro, Itajaí, SC

Sinopse: Quais as fases amorosas que todo amor enfrenta? Partindo desta premissa A Dama de Vermelho e o Homem Nu e as doze sinapses do amor, narra por meio imagético uma história amorosa entre um homem e uma mulher que vivem o mito do amor e suas fases inevitáveis. Na extravagância da paixão os personagens desatam os fios que emaranham às almas e seus mistérios.

vídeo arte alguém sonha, realizado a partir da obra performática fios de afeto exibida em 2013 no Salão Nacional de Artes Visuais de Itajaí. Foto:Silvana Leal

Capa do livro a Dama de Vermelho e o Homem Nu, selo editorial Ateliê Casa das Ideias e editora Caseira

1ª edição

Coedição: Ateliê Casa das Ideias e Editora Caseira

Exemplares limitados e numerados

Capa dura, 54pgs

Formato 21x21cm

Logomarca da Prefeitura de Itajai
Logomarca da Fundação Cultural de Itajaí

Neste mês de janeiro confira a mostra  “O Brasil alinhavado”, de Silvana Leal
em exibição na galeria do Ateliê Casa das Ideias, em Florianópolis.

Obra da série O Brasil alinhavado de verde, Silvana Leal , 2023

O Ateliê Casa das Ideias é um espaço de arte e psicologia, dirigido pela artista multimeios e psicóloga Silvana Leal  que trabalha como orientadora criativa nos Programas de Residência Artística e Consciência Criativa.

O espaço conta com a sala multimeios onde se encontra a Galeria com exposições temporárias de artistas que fazem parte da coleção, os que participam dos programas e eventualmente conta ainda com artistas que são nossos convidados. No momento a mostra em exposição na nossa galeria é “O Brasil alinhavado”, de Silvana Leal que conta com a curadoria da própria artista. A mostra é um recorte da última exposição de Silvana no Museu Histórico de Santa Catarina e vale lembrar que a mostra  foi um grande sucesso de público, mais de 10 mil pessoas passaram pela mostra Transitions durante seus 63 dias de exibição.

“O Brasil alinhavado” é uma série de trabalhos que foram exibidos na mostra Transitions e são à continuidade do trabalho Alinhavos, iniciado em 2012 e que tem a linha como fio condutor de toda a narrativa visual. Os trabalhos visam experimentar as linhas em suas diferentes materialidades. Nessa extensiva série, Silvana faz uso de diferentes técnicas que vão se desdobrando umas nas outras, tais como desenhos que são construídos pelas linhas da natureza ou até mesmo por materiais industriais, na qual a linha aparece não apenas como materialidade, mas também como conceito, na medida em que a artista utiliza o afeto como um fio que liga as pessoas ou quando se refere ao tempo como uma linha que referencia a vida.

Desenho, gravura, escultura, fotografia, performance, audiovisual, escrita, todas as linguagens nestes trabalhos mostram a linha como elemento crucial do processo compositivo. A ideia é pesquisar diferentes formas de explorar a materialidade seja bidimensinal ou tridimensional das linhas.

Além da mostra quem visita o ateliê tem a oportunidade de conhecer outras obras que fazem parte da coleção do ateliê e nosso show room com móveis e luminárias que estão a venda tanto na nossa loja física, quanto na loja virtual (acesse aqui).  

 

O que: Exposição “O Brasil Alinhavado”, de Silvana Leal.

Onde: Ateliê Casa das Ideias, Rua Huberto Rohden, 205, casa 02, Campeche, Florianópolis, SC.

Horário: Aberto de segunda a quinta das 14 às 19h. Sábado das 15 ás 18h, por favor entre em contato e agende uma visita  pelo e.mail ateliecasadasideias@gmail.com ou whats 48988040221. 

Valor sugerido: 10 reais para contribuição do espaço (quem comprar o catálogo ou qualquer produto artístico do ateliê ficará isento da contribuição).

Os artistas João Paulo Barbosa e Silvana Leal realizaram entre novembro e dezembro de 2023, a residência artística “Entre dois desejos: a liberdade”, na Noruega. 

Performance Mulher-lobo-pássaro, Silvana Leal, Nuruega, 2023

Performance: Silvana Leal

Foto: Paulucci Araújo

Os artistas brasileiros João Paulo Barbosa e Silvana Leal realizaram na Noruega, entre o mês de novembro e dezembro de 2023 a residência artística   Entre dois desejos: a liberdade. O projeto foi aprovado pelo Itamaraty, através do Instituto Guimarães Rosa por meio da Embaixada do Brasil na Noruega, e conta com a produção do Ateliê Casa das Ideias.

O desejo de interpretar de forma artística a natureza norueguesa a partir dos princípios de liberdade que sustentam sua Constituição, foi o que uniu a multiartista Silvana Leal e o fotógrafo-andarilho João Paulo Barbosa num objetivo em comum:  realizar uma residência artística em território norueguês. E assim, nasce o projeto Entre dois desejos: a liberdade.

Inspirados por nomes como Fritjof Nansen, Roald Amundsen (que passou pelo Brasil, em 1897) e Thor Heyerdahl, que marcaram o orgulho norueguês de se aventurar pelo mundo, os artistas decidiram propor este projeto. A Noruega é um pais que ambos nutrem forte admiração e interesse no que diz respeito ao patrimônio humano, paisagístico, literário e cultural.

Dentre as ações de residência, os artistas realizaram, no dia 25 de novembro de 2023, uma mostra audiovisual no Lifjell Artcenter , na cidade de  Bø, em Telemark, e conversa com o público sobre os seus processos criativos. Em seguida, ministraram a oficina “Arte e Silêncio”.

A oficina “Arte e silêncio” foi uma imersão na natureza que visava refletir sobre a premente necessidade de retornarmos às virtudes primitivas, de nos orientarmos melhor ao desenvolver a intuição, nossa maior inteligência. Usar o corpo para se conectar com a sensibilidade por meio da caminhada, nossa maior expressão estética. A estética, no âmbito da sensibilidade, é o caminho básico para a espiritualidade humana. Nossa natureza selvagem é o que nos conduz à grande verdade: a liberdade alcançada por meio do silêncio, pois é dessa prática do silêncio que nasce a escuta de si. A proposta foi criar obras artísticas por meio desta vivência.

O tema do silêncio, nas obras dos dois artistas aparece de diferentes formas: João Paulo trabalha com a caminhada como forma de ampliar a escuta intuitiva da paisagem e a linguagem por ele escolhida é a fotografia; enquanto Silvana costuma utilizar a performance e a fotografia entra como o dispositivo que registra e desenha o momento presente, a partir da escuta de si. O ponto em comum entre os artistas é o caminho filosófico e literário, ambos acreditam no poder transformador da arte. Para esta oficina os artistas utilizam como dispositivo criativo o livro “Silêncio na era do ruído”, do norueguês Erling Kagge.

Outro aspecto da pesquisa de João e Silvana nesta residência perpassa pelo conceito de liberdade. A consciência da íntima e estreita relação entre natureza-caminhada e a extrema relevância que elas possuem em nossas vidas. Os artistas acreditam que o elogio à liberdade é fonte inesgotável e matéria-prima da própria arte. De arte pura. De comunicação direta com quem não tem acesso a elementos vitais, cada vez mais necessários em sociedade. Caminhar em paisagens naturais, com tempo para contemplá-las e com elas interagir de forma consciente e integrada.

Os artistas pretendem ter a Noruega como exemplo de país que preserva esse princípio humano, de ir e vir, garantidos por sua Constituição. Trata-se de uma manifestação coletiva da liberdade de um povo que prioriza a relação próxima com a Natureza ao percorrer longas trilhas, que permitem a todos a oportunidade de vivenciar momentos de contemplação e de silêncio. Um dos aspectos que eles trazem em suas pesquisas artísticas é a importância da educação estética como princípio transformador na Nova Era e a função social da arte. A educação estética é uma maneira prática de transformar essa realidade e conscientizar sobre a importância que a natureza tem em nossas vidas. Este trabalho quer mostrar a crucial relevância de exercermos nossa liberdade de forma consciente e responsável consigo e com a coletividade.

Residência Artística de Silvana Leal no Liftel Art Center, em Bø - Telemark, Noruega, 2023

Lifjell Artcenter, na cidade de  Bø, em Telemark, lugar onde os artistas ministraram a oficina “Arte e Silêncio”.

Workshop "Arte e silêncio", ministrado por Silvana Leal e João Paulo Barbosa, no Liftel Art Center, em Bø - Telemark, Noruega

Lifjell Artcenter, na cidade de  Bø, em Telemark, lugar onde os artistas ministraram a oficina “Arte e Silêncio”.

sobre os artistas

 

 

 

 

 

 

 

João Paulo Barbosa

Historiador pela Universidade de Brasília e fotógrafo profissional há 29 anos. Viaja o mundo focando sua expressão artística em documentar a memória da paisagem natural e cultural. Produziu livros, reportagens e 73 exposições em 15 países, parte delas por meio do Itamaraty (Dili, Jacarta, Luanda, Nova Délhi, Seul) e de Embaixadas em Brasília (Canadá, Equador, EUA, Grécia). Seguindo uma linhagem de palestrantes como Darcy Ribeiro, Dalai Lama e Amyr Klink, proferiu, em 2015 a Aula Magna da Universidade de Brasília. Recebeu prêmios em 4 continentes e representou o Brasil no Fórum de Comunicação Cultural do G20 e na Reunião do Tratado da Antártica. Foi curador das exposições Parques Nacionais Brasileiros e Espécies Ameaçadas de Extinção, e da exposição Antártica do Museu Virtual de Ciência e Tecnologia da Universidade de Brasília. Foi o criador e coordenador do projeto Parque Nacional de Brasília 50 anos, que resultou em livro/exposição no Museu Nacional de Brasília. Seu trabalho sobre a Amazônia é exibido, permanentemente, pelo Smithsonian Institution no Museu Nacional do Índio Americano. Seu trabalho faz parte de acervos particulares, galerias e museus, como o Museu da Fotografia de Fortaleza, e é publicado por editoras na Alemanha e na França. Como defensor da Natureza Selvagem, concluiu mais de 100 trekkings em montanhas ao redor do mundo.

Conheça os trabalhos do artista, acesse https://www.instagram.com/joaopaulobarbosaphotography/?hl=pt-br

PRÊMIOS PRINCIPAIS 2020 Prêmio Mérito Cultural Aldir Blanc (Secretaria de Cultura do DF), Brasil. 2017 3º Lugar Cultural Communication Forum Photo Contest (Ministry of Culture), Coreia. 2017 1º Lugar Patagonia Photo Contest, Categoria Meio Ambiente, Chile. 2017 Menção Especial no Prêmio Memorial Maria Luisa, Categoria Zonas Frias, Espanha. 2016 ITB Book Award, fotografia no livro Atem Der Berge, Alemanha.

 

 

 

 

 

 

Silvana Leal

Psicóloga de formação e artista multimeios com 30 anos de atuação no cenário nacional das artes visuais. Atualmente é diretora do Ateliê Casa das Ideias, espaço artístico e cultural idealizado pela artista. Trabalha em parceria com a equipe do ateliê, coordena projetos culturais e orienta os Programas de Residência e Consciência Criativa voltados à artistas e demais pessoas que queiram desenvolver sua consciência criativa e corporal por meio da arte. É também colecionadora de arte e curadora das obras expostas na Galeria do espaço. Nestes anos de atuação como artista, realizou diversas exposições individuais, bem como participou de muitas exposições coletivas estaduais e nacionais importantes e eventos internacionais.  Em 2022 teve seu trabalho reconhecimento de sua elevada qualidade artística, pelo Museu durante sua participação na seleção Internacional do Luxembourg Art Prize e no mesmo ano recebeu o Prêmio Elisabete Anderle, na categoria artes visuais pelo Projeto Exposição Transitions. Em 2021 seu livro A lenda do artista recebeu prêmio. Recebeu em 2020 o Prêmio de Reconhecimento por Trajetória Cultural Aldir Blanc/SC, pela Fundação Catarinense de Cultura dentre outros. Silvana tem diversos  livros publicados, confira currículo no site da artista  www.silvanalealart.com

PRÊMIOS E SALÕES: 2022 Recebe o Certificado de Mérito Artístico  da Pinacothèque  pelo reconhecimento de sua elevada qualidade artística, reconhecida pelo Museu durante sua participação na seleção Internacional do Luxembourg Art Prize 2022. Recebe Prêmio do Edital Elisabete Anderle Edição 2022, pela Exposição Transitions, na categoria artes visuais. 2021 Recebe o Prêmio do Edital Aldir Blanc 2021, na categoria experimentação em Artes Visuais da Fundação Catarinense de Cultura. 2020 Recebe o Prêmio Reconhecimento de Trajetória Cultural Aldir Blanc, pela Fundação Catarinense de Cultura na área de artes visuais. 2012 13º Salão Nacional de Artes Visuais de Itajaí , com  curadoria Josué Mattos. Selecionada com a obra de intervenção urbana Fios de Afeto. 2011 Ganhadora do Prêmio Menção Honrosa, com a obra tríptica da série Mapas, 9º Salão Chapecoense de Artes Plásticas de Santa Catarina, SC.  2005 7º Salão Elke Hering do MAB – Museu de Arte de Blumenau, SC. 2002  Salão de Artes Visuais do MAB – Museu de Arte de Brasília. Participa com a obra tríptica  O Andrógino, em Brasília – DF.

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